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O mar Mediterrâneo visto do espaço

Nota: Se procura outras acepções de Mediterrâneo, consulte Mediterrâneo (desambiguação).

O Mar Mediterrâneo é um mar do Atlântico oriental, compreendido entre a Europa meridional, a Ásia ocidental e a África setentrional; com aproximadamente 2,5 milhões de km², é o maior mar interior do mundo. As águas do Mar Mediterrâneo banham as três penínsulas do sul da Europa, que são:Ibérica (Portugal e Espanha) , Itálica (Itália) e a dos Balcãs (Região da Grécia). Suas águas deságuam no Oceano Atlântico através do Estreito de Gibraltar,e no Mar vermelho (no canal de Suez). As águas de outro mar também deságuam no Mediterraneo, que é o Mar Negro (pelos estreitos do Bósforo e dos Dardanelos). As águas do Mediterrâneo geralmente são quentes devido ao calor vindo do Deserto do Saara, fazendo com que aqueça praticamente todo o Sul da Europa(Clima Mediterrâneo).

Atinge a sua maior profundidade, 5121 metros, no Mar Jónico, a sul da Grécia.

Índice

editar Geografia humana

Ondas do mar Mediterrâneo na França

Países banhados pelo Mediterrâneo:

Embora não sejam banhados pelo Mar Mediterrâneo, Portugal, na Europa, e a Jordânia, na Ásia, são considerados países mediterrânicos devido à proximidade geográfica e sua semelhança com os países do Mediterrâneo.

Principais cidades costeiras do Mediterrâneo:

editar Geografia física

O clima da região Mediterrânica é caracterizado por Verões quentes e secos e Invernos amenos, com chuva.

O relevo do mar Mediterrâneo

Principais ilhas do Mediterrâneo

Principais rios que desaguam no Mar Mediterrâneo:


editar Biologia

Espécies emblemáticas:

Maiores ameaças à biodiversidade:

editar História

Desde a Antigüidade, o Mar Mediterrâneo foi uma zona privilegiada de contatos culturais, intensas relações comerciais e de constantes enfrentamentos políticos. Às margens do Mediterrâneo floresceram, desenvolveram-se e desapareceram importantes civilizações, alguns dos povos que habitaram as costas do Mar Mediterrâneo: Egípcios, Cananeus, Fenícios, Hititas, Gregos, Cartagineses, Romanos, Macedónios, Berberes, Genoveses, Venezianos.

Um dos fatos marcantes da história da região aconteceu em 1453 quando os otomanos tomaram a cidade de Constantinopla (atual cidade turca de Istambul) e fecharam o Mediterrâneo oriental à penetração européia. Esta teria sido uma das razões que teria impelido portugueses e espanhóis se aventurarem pelo Atlântico em busca do caminho das Índias.

Na segunda metade do século XVIII, a Inglaterra e a França foram ampliando suas influências sobre a região, aproveitando a gradativa decadência otomana e, ao mesmo tempo, tentando impedir a expansão da Rússia. A Inglaterra que foi afirmando-se cada vez mais como grande potência marítima, estabeleceu-se em alguns pontos estratégicos (Gibraltar e nas ilhas de Malta e Chipre), que se transformariam em importantes bases navais.

Em 1869, com a abertura do canal de Suez, obra construída por um consórcio franco-britânico, o Mediterrâneo Oriental passou a integrar as grandes rotas do comércio internacional, passando a ter um papel relevante nas relações políticas e comerciais das potências européias.

Com o fim da Primeira Guerra Mundial (1914/19), consolidou-se a supremacia britânica, num momento em que o Mediterrâneo se transformava numa artéria vital para a Europa em função de estabelecer uma ligação mais rápida e econômica entre as áreas consumidoras e produtoras de petróleo, estas últimas situadas no Oriente Médio.

Algumas décadas depois, ao findar-se a Segunda Guerra Mundial em 1945, o Mediterrâneo, assim como quase todas as áreas do mundo, encaixou-se imediatamente nos esquemas do jogo de influências e alianças engendrados pela Guerra Fria. Com a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os EUA substituíram gradativamente os britânicos como potência dominante do Mediterrâneo.

Todavia, os processo conflituosos de independência de uma série de colônias européias situadas especialmente no norte da África, a pressão exercida pela crescente expansão da marinha soviética, os vários conflitos entre países árabes e Israel e as tradicionais rivalidades entre países da região, transformaram o Mediterrâneo numa área de freqüentes tensões geopolíticas.

O fim da Guerra Fria se, de um lado eliminou ou amenizou algumas velhas tensões, por outro ensejou o surgimento de inúmeros novos desafios para os países da região.

São dezoito os países que possuem terras banhadas pelo Mediterrâneo. Eles apresentam grandes diferenças no que se refere ao tamanho, à evolução histórico-cultural e ao nível de desenvolvimento.

Por exemplo, há países como a Espanha, a Itália e a Grécia que são membros da União Européia; Estados que fazem parte da Otan, como a Turquia e a França; são também “mediterrâneos” países árabes-muçulmanos como a Síria, Líbano, Egito, Líbia, Marrocos, Argélia e Tunísia, assim como aqueles que até o início da década de 1990 adotavam o sistema socialista como a Albânia , Eslovénia, Croácia, Montenegro e a Bósnia Herzegovina. Existem ainda Malta e Chipre, países insulares que só conseguiram suas independências na década de 1960 e, por fim, Israel, um “corpo estranho” em meio ao “mar” árabe-muçulmano que é o Mediterrâneo Oriental.

Praticamente todos os países que circundam o Mediterrâneo apresentam, ou apresentaram num passado recente, tensões e conflitos internos ou problemas no relacionamento com nações vizinhas.

editar Cultura

editar Gastronomia

Alguns elementos da culinária mediterrânica:

editar Actividades humanas

editar Turismo

O Mediterrâneo é a região turística mais visitada em todo o mundo. Em 1970, o Mediterrâneo recebeu 57 milhões de turistas; em 1997 já eram 187 milhões, e este número continua a crescer. É a atividade responsável pela metade do PIB dos países localizados nesta região.

editar Ver também

Commons
O Wikimedia Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Mar Mediterrâneo

editar Referências

  1. CIA World Factbook


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