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Nota: Para outros significados de Metropolitano, ver Metropolitano (desambiguação).

Metropolitano, chamado de metrô (português brasileiro) ou metro (português europeu) conhecido também como subway, underground, U-Bahn e T-bana em outros países, é um meio de transporte urbano sobre trilhos dedicado ao transporte de passageiros.

Existem actualmete 162 cidades no mundo com sistemas de metropolitano, com um total de oito mil quilômetros e sete mil estações. O nome resultou da abreviação popular da palavra metropolitano, pois normalmente estes ficam limitados às respectivas áreas metropolitanas.

Índice

editar Definição

A definição recente de metropolitano é muitas vezes confundida com outros meios de transporte do género, pelo que foram estabelecidas três condições fundamentais que o caracterizam:

Para ser considerado metropolitano não necessita forçosamente de ser subterrâneo, dado que as suas linhas podem ser subterrâneas, terrestres ou elevadas. Apesar do mais comum ser o subterrâneo, as características da linha dependem muito da topografia do terreno, pelo que a técnica varia de cidade para cidade.

O termo light rail é muitas vezes fundido com o de metropolitano, o que causa alguma disparidade de opiniões na verdadeira definição da palavra. Na realidade light rail abarca tanto eléctricos (bondes) como pré-metropolitanos (metropolitanos de superfície), entre outros. Os pré-metropolitanos destacam-se dos eléctricos pelo facto de circularem em sítio próprio, ou seja, separados do tráfego automóvel por exemplo. Esta confusão na definição de metropolitano é recente, e gera mal entendidos, principalmente pela atribuição do título de metropolitano a sistemas de light rail comuns. Deve-se muito ao facto de, a posse de uma rede de metropolitano, atribuir um certo estatuto económico elevado, sinónimo de desenvolvimento tecnológico, que faz com que linhas comuns de comboio adaptadas passem a ser denominadas de metropolitano.

editar História

Ver artigo principal: História do metropolitano

A primeira linha de metropolitano abriu em 1863 na cidade de Londres. Tinha como função principal transportar o maior número de pessoas, para que, dessa forma, acabasse com os problemas de trânsito da cidade. Os comboios a vapor (trens a vapor) circulavam dentro de túneis que percorriam o subsolo da capital inglesa. Apesar da grande novidade gerada pela apresentação deste novo meio de transporte urbano, os passageiros deixaram rapidamente de o utilizar pelo mau estar criado pelo fumo vindo da locomotiva. Porém, em 1890, as linhas passaram a ser electrificadas, facto que relançou o potencial do metropolitano. Num curto espaço de tempo muitas outras cidades construiram as suas redes, desenvolvendo ao mesmo tempo técnicas de construção de túneis, conforto das carruagens, entre outras.

Os sistemas de metropolitano situam-se normalmente em grandes áreas metropolitanas e transportam elevado número de pessoas. A extensão das redes de metropolitano varia muito de cidade para cidade e também das infraestruturas associadas a elas. Em cidades de maiores dimensões a rede pode até ultrapassar os limites da cidade, estendendo-se a municípios ou regiões vizinhas.

É comum estes estarem associados a outras redes de transporte tais como autocarros (ônibus), eléctricos (bondes) e/ou comboios (trens), entre muitos outros. Existem muitas estratégias para gerir os transportes de uma cidade; em muitos casos, os vários meios de transporte estão coordenados para não existir um excesso de serviços, isto é, por exemplo, haver uma linha de comboio a fazer o mesmo percurso que uma linha de metropolitano. Nessa medida, normalmente, as empresas que gerem os vários transportes públicos têm acordos que permitem uma cooperação entre si evitando o desnecessário excesso. Um bom exemplo dessa cooperação é o metropolitano de Oslo; no centro da cidade os eléctricos transportam os passageiros. Essas linhas vão juntar-se depois com várias linhas de metropolitano que levam à periferia de Oslo.

Actualmente, as carruagens são muito confortáveis e todas automatizadas; as estações são modernas e nelas decorrem exposições de arte, entre outros eventos, alheios à principal função da estação; os túneis são escavados a alta velocidade, potenciando a expansão rápida das redes de metropolitano.

editar Importância do metropolitano na sociedade

O metropolitano é, hoje em dia, um dos principais meios de transporte nas grandes cidades, e por isso, é considerado uma verdadeira espinha dorsal das redes de transportes públicos. A viagem diária de muitas pessoas começa na periferia das metrópoles, em comboios (trens), eléctricos (bondes) ou autocarros (ônibus), que, depois de entrarem na cidade propriamente dita, se ligam à rede de metropolitano; esta possiblita a circulação fluída de passageiros no centro da cidade, evitado engarrafamentos nas ruas. Um exemplo deste método posto em prática é bem visível na cidade de Budapeste; duas das mais recentes linhas do metropolitano de Budapeste ligam com carreiras de autocarro e eléctrico que vêm desde os subúrbios da cidade, levando depois os passageiros para o centro da capital.

As cidades de Londres, Moscou, Paris, Nova Iorque, Tóquio e Madrid têm as maiores redes de metropolitano do mundo. Transportam diariamente milhões de passageiros que circulam por toda a cidade e respectiva área metropolitana, embarcando e desembarcando em grandes estações intermodais utilizando vários tipos de transportes. A cidade de Tóquio tem a maior rede de metropolitano do globo; esta tem 15 linhas que transportam todos os dias mais de 7 milhões de passageiros.

editar Estações de metropolitano

Uma estação do Metro de Moscovo
Russia
Ver artigo principal: Estação de metropolitano

Os sistemas de metropolitano são muitas vezes considerados elementos característicos do desenvolvimento económico, social e tecnológico de um país. Um exemplo disso são as antigas Repúblicas da União Soviética. As paredes de mármore, os pavimentos de granito polido e os mosaicos luxuosos enfeitam as muitas estações do metropolitano de Moscou ou de São Petersburgo, considerados dos mais belos do mundo. Nesses países, onde os ideais socialistas dominavam, era importante dar a conhecer a arte ao povo, deixando esta de estar limitada aos mais ricos; desta forma faziam-se grandes estações, em estilo clássico, utilizando materiais dispendiosos, razão pela qual denominam esta estações de “palácios subterrâneos”. Destacam-se também as estações do metro de Lisboa pela originalidade e variedade de estilos, onde a arte da azulejaria está bem presente.

Contudo, a arte nas estações de metropolitano tem também um sentido funcional. As estações mais ornamentadas revelam uma maior afluência de passageiros, em detrimentos das mais simples. O investimento numa boa arquitectura, na limpeza, em acessibilidades, em iluminação revela-se uma boa estratégia para tirar as pessoas dos carros e pô-las a andar de metropolitano.

editar Tecnologia

Linha 14 do metropolitano de Paris cujo comboio circula automaticamente
França

A maioria dos sistemas de metropolitano funciona com motores eléctricos; a energia é consumida através de um terceiro carril ou de uma catenária, sendo este último método muito pouco utilizado. Qualquer um destes tipos de sistema anda em cima de carris de ferro, existe no entanto um outro tipo de carruagem que utiliza pneus de borracha, circulando estes em cima de estrados. As novas tecnologias e o crescente automatismo dos sistemas tem vindo a tirar trabalho a muitos funcionários. Existe inclusive metropolitanos que circulam sem sequer necessitar de maquinista, tal como o metropolitano de Lille em França.

Contudo, não foram só as carruagens a evoluir na já comprida história do metropolitano, também os métodos de construção de túneis melhoraram, tornando a sua execução mais rápida e menos perigosa. O método utilizado varia muito de sitio para sitio, dependendo muito da localização. Os mais utilizados na construção são o cut-and-cover que consiste em escavar as ruas e depois tapá-las, ou então, sobretudo para túneis mais profundos, a utilazação de uma tuneladora.

editar Diagrama da rede

O diagrama da rede é um elemento fundamental para quem viaja num metropolitano. Os mapas mostram as linhas com as respectivas estações num colorido emaranhado de traços. Muitos desses diagramas tornaram-se ícones culturais aparecendo em obras de arte, livros, filmes, etc. O mais conhecido é o do metropolitano de Londres, mas os diagramas do metropolitano de Nova Iorque, do metropolitano de Paris, do metropolitano de Barcelona, entre outros, também ganharam notoriedade. São tema de jogos, roupas, puzzles e outros objectos.

editar Brasil

A primeira linha de Metropolitano do Brasil, começou a ser contruida em 1968, na cidade de São Paulo. Foi inaugurada 6 anos depois, em 14 de Setembro de 1974. A seguir, as cidades brasileiras que possuem este sistema:

Em projeto/construção

editar Portugal

Lisboa foi a primeira cidade portuguesa a receber este tipo de transporte, sendo que o Metropolitano de Lisboa iniciou as sua operação em dezembro de 1959. A seguir, as cidades portuguesas que possuem este sistema:

Em projeto/construção

editar Ver também

Referências


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