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Papa (do latim papa ou pappa, "papá" ou "papai", "tutor", derivado por sua vez do grego πάππας, páppas, forma afetuosa de "pai") é o título dado ao chefe supremo da Igreja Católica, Bispo de Roma, e também chefe do Estado do Vaticano e Patriarca da Igreja Latina ou Ocidental. O Papa, considerado o Sucessor de São Pedro e Vigário de Cristo, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. Quando referido como cargo eclesiástico, surge como Sumo Pontífice, a autoridade suprema.
A primeira menção conhecida do título de Papa data do século III, em uma epígrafe nas catacumbas de São Calisto em Roma, na qual um certo diácono Severo, tendo escavado um cubículo duplo para si e sua família, pois havia morrido sua filha de dez anos, diz ter sido autorizado por "papae sui Marcellini", isto é, o Papa Marcelino (296-304).
O Papa formalmente tem os títulos de Bispo de Roma, Vigário de Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Supremo Pontífice, Primaz de Itália, Arcebispo e Metropolita da Província Romana, Soberano do Estado do Vaticano e Servo dos Servos de Deus. O Papa Bento XVI renunciou ao título de "Patriarca do Ocidente" da lista dos apelativos papais do anuário pontifício de 2006. O pronome de tratamento próprio do Papa é "Sua Santidade"
A eleição de um Papa é feita através de votação (secreta desde 1274) dos cardeais com menos de 80 anos e reunidos num conclave. Em teoria, qualquer homem baptizado pode ser eleito para Papa, embora se escolha sempre um dos Cardeais. O cargo é vitalício e, até agora, apenas o Papa Celestino V dele resignou, retornando à vida monástica.
O Papa é auxiliado pela Cúria Romana, no governo da Igreja Católica. A presença tradicional do Papa em Roma não obriga a que o Papa resida na cidade. Tal aconteceu quando, entre 1309 e 1378, a residência papal se estabeleceu em Avinhão (Avignon, sul de França).
O atual Papa, Bento XVI, foi eleito em 19 de abril de 2005.
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editar Papel político
A antiguidade do estatuto secular e de condução de assuntos de estado do Papa é demonstrada já na confrontação do Papa Leão I com Átila em 452 e aumentou substancialmente em 754, quando o líder dos francos Pepino, o Breve doou ao Papa um território que formaria a base dos futuros Estados Papais. No ano 800, o Papa Leão III coroou Carlos Magno como Imperador, passo decisivo no caminho para o Sacro Império Romano. Desde essa data tornou-se uma tradição a coroação dos Imperadores pelo Papa, até Carlos V. Napoleão Bonaparte fez reviver essa tradição fazendo-se coroar do mesmo modo.
Conjuntamente com a posição do Papa como regente territorial e príncipe da Cristandade (especialmente proeminente com os Papas da Renascença como Alexandre VI e Júlio II), e como líder espiritual do Sacro Império Romano (mais relevante com Papas como Gregório VII e Alexandre III), o Papa, como Supremo Pontífice, tem autoridade política e temporal. Alguns dos exemplos ao longo da história são a bula Laudabiliter em 1155 (que autoriza Henrique II de Inglaterra a invadir a Irlanda), a bula Manifestus Probatum que reconhece a independência de Portugal, a bula Inter Caeteras em 1493 (que conduz ao Tratado de Tordesilhas no ano seguinte, dividindo o mundo entre Portugal e Espanha) ou a bula Inter Gravissimas de 1582 (que estabelece o calendário gregoriano, actualmente em uso).
Nos dias de hoje, o papel político do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância.
Até 1870 a autoridade temporal do Papa exercia-se sobre um território no centro da Itália, denominado Estados Papais ou Estados Pontifícios, muito mais vasto do que o pequeno estado do Vaticano de hoje.
editar Origem alternativas do nome Papa
Diz-se ainda que a palavra Papa possa ter se originado de uma das duas teorias abaixo[1]:
- Petri Apostoli Potestantem Accipiens ("o que recebe o poder do apóstolo Pedro");
- a união das primeiras sílabas destas palavras latinas:
- Pater ("Pai")
- Pastor ("Pastor").
editar Papel religioso
O Papa dispõe, para os católicos, da Suprema Autoridade religiosa em matéria de fé e moral. É igualmente quem aprova e preside as cerimônias de beatificação ou canonização, e à nomeação de Cardeais. Ao Papa cabe expedir mandato para a Sagração de Bispos no mundo todo e nenhum bispo pode sagrar outro bispo sem sua aprovação.
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O Concílio do Vaticano I de 1869-1870 definiu o dogma da "Infalibilidade Papal", pelo qual os pronunciamentos solenes ("ex-catedra") do Papa a respeito da fé e da moral não apresentam possibilidade de erro. Desde que foi estabelecida, a infalibilidade papal foi usada diversas vezes, sendo a mais conhecida a definição da Assunção da Santíssima Virgem Maria de corpo e alma ao céu pelo Papa Pio XII, nos anos 50. Muitos Papas foram canonizados santos no decorrer da história.
editar Papa Segundo o Catecismo da Igreja Católica
"O Papa, Bispo de Roma e Sucessor de S. Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o vigário de Cristo, cabeça do colégio dos Bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual, por instituição divina, tem poder, pleno, supremo, imediato e universal".[2]
editar Referências
- ↑ Edição especial do Correio da Manhã - "Os Papas - De São Pedro a João Paulo II" - Fascículo I, "Como se elege o Santo Padre", página 22, ano 2005.
- ↑ Catecismo da Igreja Católica.
editar Ver também
editar Lista de papas
Entre os sucessores de São Pedro foram eleitos:
- 212 italianos
- 17 franceses
- 11 gregos
- 6 sírios
- 6 alemães
- 3 espanhóis
- 3 norte-africanos
- 2 dálmatas (croatas)
- 2 portugueses
- 1 inglês
- 1 neerlandês
- 1 cretense (grego)
- 1 polaco
editar Outras classificações

