| Partidos Políticos do Brasil | ||
|---|---|---|
| Partido Democrático Trabalhista | ||
| Presidente | Carlos Eduardo Vieira da Cunha | |
| Fundação | 1980 | |
| Sede | ||
| Ideologia Política | Trabalhismo | |
| Cores | vermelho, azul e branco | |
| Número no TSE | 12 | |
| Website | http://www.pdt.org.br | |
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) é um partido político brasileiro de esquerda de ideologia trabalhista, fundado por políticos e intelectuais brasileiros no final dos anos 70 logo em seguinda ao inicio do processo de abertura politica da ditadura militar. Trata-se do único partido político brasileiro com representação na Internacional Socialista. Seu código eleitoral é o 12[1].
Índice |
editar Fundação
A fundação do PDT é considerada a Carta de Lisboa, de 17 de junho de 1979.
Com a iminência da assinatura da Lei da Anistia, Leonel Brizola, que após a morte de João Goulart se tornou o líder natural do trabalhismo brasileiro, convoca personalidades progressistas que se encontravam no exílio, assim como outros jovens vindos do Brasil para um encontro na cidade de Lisboa, Portugal para um congresso com vistas a reorganizar o movimento trabalhista, e reorganizar o Partido Trabalhista Brasileiro – PTB.
Segundo o TSE, sua fundação so ocorreu em maio de 1980 (seu registro, porém, só foi concedido em 1981) por um grupo de políticos de esquerda liderados por Leonel Brizola, principal figura do partido até a sua morte em 2004.
editar A disputa pela Legenda do PTB
Com a Anistia Política concedida em 1979, e a volta do pluripartidarismo ao sistema eleitoral brasileiro, muitos políticos ao voltarem do exílio, tentaram recuperar os antigos partidos políticos que existiam antes do inicio da Ditadura Militar (período pré-1964). Com a morte de João Goulart durante o período ditatorial, Leonel Brizola surge naturalmente como o principal líder do antigo PTB, e após sua chegada ao país, tenta reorganizar a legenda. Porém, é surpreendido pela ação concorrente de Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getulio Vargas, que também reivindica para si o controle da legenda PTB. Após disputas judiciais, o TSE decide finalmente conceder a legenda ao grupo liderado por Ivete Vargas, que agrupava políticos que não coadunavam com os ideais trabalhistas históricos do partido, sem também possuírem uma historia partidária no antigo PTB. Nomes como o de Jânio Quadros (político que se elegeu Presidente da Republica em 1960 fazendo oposição ao PTB) e Sandra Cavalcanti (secretária de Carlos Lacerda da UDN) encontraram abrigo no “novo” PTB. Na época, acusou-se Golbery do Couto e Silva de tramar a cessão da sigla para Ivete, a fim de enfraquecer o grupo de Brizola, então um dos politicos mais populares do país, e ferrenho opositor da Didatura. Inconformados com tal atitude, considerando que o novo PTB não representava mais os ideais trabalhistas históricos, o grupo liderado por Leonel Brizola foi obrigado a formar um novo partido, o Partido Democrático Trabalhista. – PDT.
Um dos fatos mais marcantes da perda da legenda PTB foi a cena em que Leonel Brizola chora copiosamente e rasga um papel com a sigla PTB dizendo: “Consumou-se o esbulho”. No dia seguinte, a foto desta cena é publicada no Jornal do Brasil ao lado do seguinte poema de Carlos Drumond de Andrade:
“Eu vi
Vi um homem chorar porque lhe negaram o direito de usar três letras do alfabeto para fins políticos. Vi uma mulher beber champanha porque lhe deram esse direito negado ao outro. Vi um homem rasgar o papel em que estavam escritas as três letras, que ele tanto amava. Como já vi amantes rasgarem retratos de suas amadas, na impossibilidade de rasgarem as próprias amadas.
Vi homicídios que não se praticaram mas foram autênticos homicídios: o gesto no ar, sem conseqüência, testemunhava a intenção. Vi o poder dos dedos. Mesmo sem puxar gatilho, mesmo sem gatilho a puxar, eles consumaram a morte em pensamento.
Vi a paixão e todas as suas cores. Envolta em diferentes vestes, adornada de complementos distintos, era o mesmo núcleo desesperado, a carne viva; E vi danças festejando a derrota do adversário, e cantos e fogos. Vi o sentido ambíguo de toda festa. Há sempre uma antifesta ao lado, que não se faz sentir, e dói para dentro.
A política, vi as impurezas da política recobrindo sua pureza teórica. Ou o contrário... Se ela é jogo, como pode ser pura?... Se ela visa o bem geral, por que se nutre de combinações e até de fraude? Vi os discursos...”
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 15 de maio de 1980, Caderno B. P. 1
editar Ideologia partidária
O trabalhismo é um conceito que começa a ser estabelecido a partir da Revolução Industrial, quando começa a se organizar um movimento com vistas à melhoria da condição de vida dos trabalhadores. Com o passar dos anos, o “movimento trabalhista” começa a crescer e a gerar diferentes ideologias na defesa deste ideal, tendo uma variação de abordagem em relação ao tema. Dentro desse espectro se encontram desde as ideologias mais brandas como a democracia-cristã, passando pelo próprio trabalhismo, social-democracia, socialismo e chegando até as mais radicais como o comunismo e o anarquismo. No Brasil, o “movimento trabalhista” só começa a ganhar corpo no início do século XX, na parte final da República Velha, vindo a se fazer mais presente na vida nacional por volta das décadas de 20 e 30. (o Partido Comunista Brasileiro – PCB foi fundado em 1922).
A ideologia trabalhista tem início na Inglaterra, com a criação de sindicatos de trabalhadores que visam lutar pela melhoria da qualidade de suas vidas, assim como a busca da regulação da atividade trabalhadora, bem como a busca pelo estabelecimento de direitos e garantias aos trabalhadores, tendo como exemplo o fim do trabalho infantil, o direito ao descanso semanal remunerado, um limite na jornada de trabalho e etc. No Brasil, a ideologia trabalhista ganha força através da ação política do Presidente Getúlio Vargas de estímulo à criação de sindicatos e o exercício de sua influência sobre eles e a classe trabalhadora, que acabará culminando com a fundação do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB em 1945.
O conceito do trabalhismo, tal como desenvolvido na Inglaterra, sofreu uma certa “abrasileiração”, dando ensejo a uma ideologia tipicamente nacional, e tendo como um de seus principais ideólogos, o sociólogo e político Alberto Pasqualini, que tinha como base os princípios do solidarismo cristão (democracia-cristã).
Definia-se o trabalhismo como expressão equivalente a de capitalismo solidarista. Por esta expressão, tem-se que a ideologia trabalhista reconhece o capitalismo como sistema econômico, defendendo conseqüentemente a propriedade privada. Porém, a ideologia trabalhista defende uma intervenção do Estado na economia, de modo a corrigir os excessos do sistema capitalista, e de modo a se atingir uma forma mais moderada e humana do capitalismo, dando ênfase nas políticas públicas com objetivo de melhorar a condição de vida dos trabalhadores, o que seria atingindo baseado na “conciliação de classes”.
O trabalhismo sustenta então a prevalência do trabalho sobre o capital, buscando a sua convivência harmônica, bem como a superação das diferenças de classe, sem violência, através da melhor distribuição da riqueza e da promoção da justiça social. Temos então que o trabalhismo não defende o fim do capitalismo, mas sim o abrandamento de suas conseqüências como o faz a democracia-cristã, porém, qual a diferença então entre essa ideologia e o trabalhismo? A principal diferença é que o trabalhismo é uma ideologia totalmente laica, não pregando fidelidade aos ensinamentos cristãos.
editar O Trabalhismo do PDT
Com a anistia política e o fim do bipartidarismo no final dos anos 70, Leonel Brizola, ainda no exílio, resolve reunir políticos e intelectuais progressistas para a re-fundação do trabalhismo na vida partidária nacional. É nesse sentido que um congresso é realizado na cidade de Lisboa, Portugal culminando ao final com a redação de um documento que ficou conhecido como Carta de Lisboa, e que é considerada como sendo da fundação do PDT. Nesse momento, o trabalhismo que viria a ser adotado pelo PDT sofre uma certa mutação. Tendo maior contato com os ideais socialistas e social-democratas do Estado do bem-estar social dos países europeus durante a segunda metade do século XX, políticos que viriam a formar a liderança do PDT, resolvem patrocinar uma evolução no conceito trabalhista, considerando-o como sendo uma forma democrática de se chegar ao socialismo, o que não existia no trabalhismo defendido nas décadas anteriores.
Essa evolução pode ser confirmada pelo seguinte trecho da Carta de Lisboa:
“Analisando a conjuntura brasileira, concluímos pela necessidade de assumirmos a responsabilidade que exige o momento histórico e de convocarmos as forças comprometidas com os interesses dos oprimidos, dos marginalizados, de todos os trabalhadores brasileiros, para que nos somemos na tarefa da construção de um Partido Popular, Nacional e Democrático, o nosso PTB. Tarefa que não se improvisa, que não se impõe por decisão de minorias, mas que nasce do encontro do povo organizado com a iniciativa dos líderes identificados com a causa popular. Nós, Trabalhistas, assumimos a responsabilidade desta convocatória, porque acreditamos que só através de um amplo debate, com a participação de todos, poderemos encontrar nosso caminho para a construção no Brasil de uma sociedade socialista, fraterna e solidária, em Democracia e em Liberdade.”
O próprio estatuto do PDT deixa claro o carater socialista do trabalhismo do PDT:
“Art. 1 – O Partido Democrático Trabalhista – PDT – é uma é uma organização política da Nação Brasileira para a defesa de seus interesses, de seu patrimônio, de sua identidade e de sua integridade, e tem como objetivos principais lutar, sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pela soberania e pelo desenvolvimento do Brasil, pela dignificação do povo brasileiro e pelos direitos e conquistas do trabalho e do conhecimento, fontes originárias de todos os bens e riquezas, visando à construção de uma sociedade democrática e socialista.”
Deve-se, no entanto, frisar que o trabalhismo se diferencia do socialismo na medida que ele não se posiciona contra o mercado, nem prega a luta e de classes, muito menos sua extinção com a ilusão de uma sociedade sem classes, onde todos são iguais, mas superar o capitalismo de forma processual, através de reformas democráticas, na busca por uma sociedade mais justa e equitativa, numa espécie de socialismo de mercado, sendo possível a existência de uma economia mista, onde os meios de produção estratégicos devem ser coletivos, enquanto que em outras áreas, a existência das praticas capitalistas e da propriedade privada é defendida, sendo, no entanto, regulada pelo Estado, com intervenções quando necessárias, que está voltado para o bem estar social. Nesse sentido que o trabalhismo foi considerado por Leonel Brizola como o “socialismo moreno”, e é por isso que o PDT é o único partido político brasileiro filiado à Internacional Socialista.
editar História
O PDT é um dos mais tradicionais partidos criados após a abertura política no final do regime militar.
editar Década de 80
Logo após um ano de existência, nas primeiras eleições gerais diretas (com exceção do cargo de Presidente da Republica) o PDT se apresenta como o terceiro maior partido brasileiro, ficando atrás somente dos partidos tradicionais, PDS (substituto da ARENA) e PMDB (substituto do MDB), se apresentando como a primeira força de esquerda do país, posição que manterá até o início da década de 90.
Nas eleições majoritárias (governos estaduais e renovação de 1/3 do Senado Federal) o PDT foi o único dos novos partidos a conseguir vitórias. O PDS ganhou 12 estados, concentrando-se mais no Nordeste brasileiro, o PMDB ganhou 9 estados, e o PDT ganhou no Rio de Janeiro com Leonel Brizola para o governo estadual e Saturnino Braga para o Senado Federal. Nas eleições proporcionais, o PDT elege 24 deputados federais, ficando atrás somente de PDS (235 deputados) e PMDB (200 deputados), e na frente do PTB (13 deputados) e do PT (8 deputados).
Após as eleições, Leonel Brizola e o PDT, junto com os outros partidos e lideranças partidárias consideradas progressistas, lideram a Campanha das Diretas Já! em favor da realização de eleições diretas para o cargo de Presidente da República. Apesar da grande manifestação popular em favor da aprovação da Emenda Dante de Oliveira pelo Congresso Nacional em 1984, ela não foi aprovada por uma diferença mínima de apenas 22 votos, sendo as próximas eleições presidenciais realizadas indiretamente através de um Colégio Eleitoral. Durante a eleição indireta, o PDT apóia a eleição do candidato do PMDB, Tancredo Neves, que consegue a vitória graças à dissidência da candidatura governista, a chamada Frente Liberal, que insatisfeita com a escolha do candidato do PDS, Paulo Maluf, apoiou a candidatura de Tancredo Neves.
Em 1985, nas primeiras eleições diretas para municípios capitais de estado, o PDT ganha o controle da cidade do Rio de Janeiro com a eleição de Saturnino Braga, e de Porto Alegre com Alceu Collares.
Em 1986, ano eleitoral, o presidente José Sarney lança o Plano Cruzado, criticado abertamente por Brizola. Após sucesso inicial do plano com o estancamento da crise econômico-financeira pela qual o país passava, o partido do presidente, o PMDB elege 22 dos 23 governos estaduais. Apesar da boa avaliação do PDT, o partido não consegue eleger o sucessor de Brizola. Pouco tempo depois das eleições, o plano se mostra um fracasso, confirmando as declarações de Brizola, e a crise volta.
Confirmando sua ascenção, nas eleções munipais de 1988, O PDT elege prefeito de quatro capitais: Marcello Alencar no Rio de Janeiro, Jackson Lago em São Luis, Jaime Lerner em Curitiba, além da conquista da prefeitura de Natal.
Em 1989, com a primeira eleição direta para o cargo de Presidente da República, o PDT lança como seu candidato Leonel Brizola. Depois de uma campanha acirrada, Brizola chega em terceiro lugar perdendo uma vaga no segundo turno por uma diferença de apenas 0,5% dos votos para o segundo colocado, o candidato do PT, Luís Inácio Lula da Silva. No segundo turno o PDT apóia a candidatura de Lula, que perde a eleição para o candidato conservador do pequeno PRN, Fernando Collor de Melo, apoiado pelas forças conservadoras e com grande apoio da mídia (lembre-se a edição manipulada do último debate presidencial a favor de Collor pela Rede Globo).
editar Década de 90
As eleições de 1990 marcam o apogeu do PDT com a eleição de 3 governadores de estado, Leonel Brizola no RJ, Alceu Collares no RS, e Albuíno Azeredo no ES.
A partir daí, o PDT começa a sofrer um declínio, em razão do criticado desempenho de seus governadores e da demora de tomada de posição a favor das investigações contra o Presidente Collor, passando a dividir junto com o PT a liderança da esquerda e vindo a ser ultrapassado por este no fim da década. É nesse período que figuras imporatantes do partido começam a criar dissidência e sair do partido como por exemplo, César Maia, Marcello Alencar e Saturnino Braga no Rio de Janeiro.
Com as primeiras denúncias de corrupção contra o ex-presidente Fernando Collor, o PDT não apóiam de imediato as pressões para a instalação de uma CPI, só vindo a mudar de posição pouco tempo depois com o agravamento das denúncias. A partir daí, o PDT entra fortemente na luta pelo impecheament do presidente Collor.
No governo de Itamar Franco, é realizado um plebiscito para a escolha do sistema de governo no país, e o PDT é o único partido que se posiciona desde o início a favor do presidencialismo. Com o não avanço das idéias parlamentaristas, vários partidos começam a mudar de posição e a defender também o presidencialismo, que sai vitorioso
Nas eleições gerais de 1994, o PDT apresenta mais uma vez Leonel Brizola como candidato a presidente, conseguindo porém, apenas a 5ª colocação. Para os governos estaduais, o PDT consegue eleger somente 2 governadores, Jaime Lerner no estado do Paraná, que pouco tempo depois se muda para o PFL, e Dante de Oliveira, no Mato Grosso, que mais tarde, engrossaria as fileiras do PSDB (último partido até a sua morte), perdendo o PDT o controle de qualquer governo estadual, sofrendo um processo de esvaziamento. O partido elege 34 deputados federais e 4 senadores.
Nas eleições municipais de 1996,o PDT consegue 9% dos votos nacionais, permanecendo como o quinto maior partido nacional.
Nas eleições de 1998, o PDT resolve não lançar candidato a presidente, fazendo coligação com o PT, indicando Leonel Brizola como vice na chapa de Lula, porém a chapa consegue apenas um segundo lugar. Já para a Câmara Federal, o PDT elege uma bancada de apenas 25 deputados. Em relação aos governos estaduais, o PDT volta a eleger um governador, Anthony Garotinho no Rio de Janeiro, porém antes de terminar seu mandato, mais uma vez o PDT vê seus quadros serem diminuídos com a expulsão de Antony Garotinho e o conseqüente desligamento de seus correligionários.
Durante a maior parte da década de 90, o PDT, junto com o PT, faz forte oposição 90 ao governo do presidente Fernando Henrique, considerando seu governo como sendo neoliberal e destruidor da chamada Era Vargas, chegando o PDT até mesmo a fazer campanha pela sua renúncia.
editar Década de 2000
Com seu último grande esvaziamento, o PDT soma apenas 6,6% dos votos nacionais nas eleições municipais, ficando apenas como o sétimo maior partido nacional, caindo na classificação de partido de porte médio.
Em 2001, após serem expulsos do PSDB, os irmãos Senadores Alvaro Dias e Osmar Dias, do Paraná, ingressam no PDT por convite de Leonel Brizola.
Nas eleições de 2002, o PDT resolve não lançar candidato a presidente, porém forma a Frente Trabalhista com o PPS e o PTB apoiando a candidatura de Ciro Gomes que obtém somente a quarta colocação. No segundo turno, o PDT resolve apoiar o candidato do PT, Lula, que vence a eleição contra o candidato da situação, José Serra do PSDB. Em relação às eleições estaduais, o partido volta a eleger um governador com Waldez Goes pelo estado do Amapá e uma bancada de apenas 19 deputados federais.
Com a posse de Lula, em janeiro de 2003, o PDT é convidado para formar seu ministério, cabendo ao PDT o Ministério das Comunicações, tendo como seu ministro, o então deputado federal Miro Teixeira. Por discordar desse apoio, o Senador Alvaro Dias deixa o partido. Após um ano de mandato, o PDT discordando da política adotada por Lula rompe como governo e devolve todos os cargos aos quais ocupava no governo federal, passando a ser oposição.
Em junho de 2004, vitima de um infarto, o fundador e líder do PDT Leonel Brizola morre, levando a crer no fim de sua legenda. Porém, o desempenho do partido nas eleições municipais do mesmo ano deram um novo fôlego ao partido. Mesmo com a morte de Brizola o partido continuou na oposição. Após a crise no PT, vários políticos migraram para o partido, entre eles o senador e ex-ministro da Educação de Lula, Cristovam Buarque.
Nas eleições de 2006, o PDT resolve lançar candidato à Presidência da Republica com a candidatura de Cristovam Buarque, que obtém a quarta colocação com 3% dos votos. No entanto, para os cargos legislativos, o partido melhora seu desempenho, elegendo uma bancada de 24 deputados federais e 5 senadores, obtendo quase 6% dos votos nacionais, voltando a ser o quinto maior partido brasileiro, atrás apenas de PMDB, PT, PSDB e PFL. No segundo turno, o PDT apóia novamente o candidato Lula, que vence a eleição contra o candidato oposicionista, Geraldo Alckmin do PSDB. Com relação às eleições estaduais, o PDT elege 2 governadores, Waldez Góes no Amapá e Jackson Lago no Maranhão, pondo fim a 40 anos de predomínio da família Sarney no estado. Mesmo não sendo eleito, o Senador Osmar Dias atinge 49,90% dos votos no segundo turno das eleições para Governador do Paraná.
Com a inclusão do PDT na base de apoio ao governo Lula, este convida novamente o partido para o seu ministério, e nomeio o Presidente do PDT, Carlos Lupi para assumir o Ministério do Trabalho.
Nas eleições municipais de 2008, o PDT, elege somente o prefeito de uma capital, Roberto Góes em Macapá. No cômputo geral, o PDT ficou com a sexta posição entre os partidos brasileiros em número de votos com 5,96 milhões de votos, atrás de PMDB (18,42 mi), PT (16,48 mi), PSDB (14,45 mi), DEM (9,29 mi) e PP (6,09 mi). Esse grande número foi traduzido em um crescimento de aproximadamente 15% no número de prefeitos eleitos pelo PDT, que passou de 297 no primeiro turno de 2004 para 344 prefeitos eleitos no primeiro turno de 2008, ficando, porém, apenas na oitava posição atrás de PMDB (1194), PSDB (780), PT (548), PP (547), DEM (494), PTB (412) e PR (382) respectivamente.
Dados do TSE colocam o PDT na lista dos partidos grandes (mais de um milhão de filiados), como o quinto maior partido do país. Dentre as novas lideranças do partido, destaca-se Edio Hensel e Vieira da Cunha, do Rio Grande do Sul; Brizola Neto, do Rio de Janeiro; Paulinho da Força, de São Paulo, Osmar Dias, no Paraná e Manato, no Espírito Santo.
editar Situação atual
Os recentes anos do PDT caracterizam-se pela busca de um novo posicionamento político e ideológico após o falecimento de seu principal líder e fundador - o ex-governador Leonel Brizola.
Cargos Importantes ocupados por membros do PDT
Ministério do Trabalho - Carlos Lupi
Governador do Maranhão - Jackson Lago
Governador do Amapá - Waldez Góes
Prefeito de São Luis-MA - Tadeu Palácio
editar Membros que se destacaram
- Leonel Brizola, fundador do partido e ex-governador do RS e RJ
- Darcy Ribeiro, antropólogo e ex-senador
- Alceu Collares, ex-governador do RS
- Jackson Lago, governador do MA
- Osmar Dias, senador
- Cristovam Buarque, senador e ex-governador do DF
- Miro Teixeira, jornalista e deputado
- Jefferson Peres, ex-senador AM
- Beth Carvalho, cantora
- Celso Portiolli, apresentador e ex-vereador
- Fernanda Montenegrocarece de fontes
- Wagner Montes, apresentador de TV e deputado estadual
- Cidinha Campos, radialista e deputada estadual
- Carlos Alberto Torres, ex-futebolista
- Roberto D'Ávila, jornalista
- José Walter Bautista Vidal, físico
- Ferreira Aragão, advogado, apresentador de TV e deputado estadual
- Luís Carlos Prestes, militar, ex-senador, ex-Secretário Geral do PCB
- Juarez Soares, comentarista esportivo e ex-vereador em São Paulo
- Dr. Hélio de Oliveira Santos, Atual Prefeito de Campinas e ex-deputado federal SP
- Francisco Julião, escritor, político e militante das Ligas Camponesas
editar Ex-membros de destaque
- Saturnino Braga, ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-senador pelo PDT
- Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro pelo PDT
- Marcello Alencar, ex-prefeito do Rio de Janeiro pelo PDT e ex-governador do Rio de Janeiro
- Cesar Maia, ex-deputado federal e Secretário de estado pelo PDT e prefeito do Rio de Janeiro
- Mangabeira Unger, ministro
- Magno Bacelar, ex-deputado e ex-senador pelo Maranhão
- Epitácio Cafeteira, senador, ex-prefeito e ex-governador do Maranhão
- Dilma Roussef, ministra
- Carlos Imperial, apresentador e ex-vereador
- Agnaldo Timóteo, ex-deputado federal pelo PDT, cantor e vereador
- Ademar de Barros Filho, ex-deputado
- Albuíno Cunha de Azeredo, ex-governador do ES pelo PDT
- Sereno Chaise, ex-prefeito de Porto Alegre pelo PDT
- Jaime Lerner, ex-governador do Paraná eleito pelo PDT
- Lúcio Alcântara, ex-senador e ex-governador do Ceará
- Emília Fernandes, ex-senadora pelo PDT
- Milton Zuanazzi, engenheiro
- Otávio Leite, ex-vice-prefeito do Rio de Janeiro
- Júnia Marise, ex-senadora por Minas Gerais pelo PDT
- Almino Affonso, ex-vice-governador de São Paulo
- Leonel Pavan, ex-prefeito, ex-deputado federal, ex-senador e vice-governador de Santa Catarina
- Maurício Corrêa, ex-presidente do STF,ex-ministro e ex-senador pelo Distrito Federal pelo PDT
- Sérgio Guerra, senador por Pernambuco e presidente nacional do PSDB
- Beto Mansur, deputado federal e ex-prefeito de Santos
- Francisco Rossi, deputado federal e ex-prefeito de Osasco
- Waldir Pires, ex-ministro e ex-governador da Bahia
- Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas
Referências
- ↑ Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, acessado em 25 de julho de 2007
editar Ver também
editar Ligações externas
- A página oficial do PDT
- O PDT estadual de São Paulo
- O PDT estadual do Rio de Janeiro
- O PDT estadual do Rio Grande do Sul
- O PDT estadual de Santa Catarina
